O anjo que está dormindo,
Agora está sonhando;
Todos estamos sentindo
A saudade que está deixando.
Os versos são do poeta Balbino de Oliveira, em uma homenagem, em forma de poemeto a Ricardo Benedito Arguello.
Quando menos se espera a inspiração traz "Corumbá Terra distante do meu espaço físico. Mas tua imagem sempre viva". No canto dos passarinhos, E em tudo que trago comigo. Ao degustar uma manga, Sinto o teu sabor. No cheiro do tarumã, Sinto o teu odor. Parte de poema de Jane Baruki Ferreira, autora de "Prelúdio para o despertar". Sem esquecer do poeta Eliney Gaertner: “Terra de águas, fogo/Ferro, cal, areias/Fim de mundo/Terra branca Por te amar, fui encantado/Tornei-me tronco/Tenho os pés fincados aqui/A alma já não me pertence/Enraizou na terra!” Mas um destes além de ser poeta a meu ver representa a resistência da cultura na cidade, atualmente. Benedito Carlos Gonçalves Lima, que junto ao pintor Jamil Canavarros, entre outros; aninharam o projeto "Passa na Praça /Que a Arte te Abraça", mas isso tudo tem uma história, pois a longa trajetória cultural provém ainda de sua juventude, enquanto aluno da Escola Estadual Maria Leite de Barros. Em torno de 1969, incentivados pela diretora da instituição, Magali de Souza Baruki, os alunos passaram a escrever poesias e inclusive integraram um Concurso Interno de Trovas no qual apareceram nomes como Nilton Grey Otto Lins, Eucliades Añez, André de Pinho Sobrinho, João Barbosa Jr, Jair Elias Gibaile, Luiz Carlos Cristovão da Silva. Os anseios daqueles jovens poetas não se limitaram e logo buscaram amadurecer a ideia de criação de um grupo voltado ao incentivo da proeminência da arte poética na cidade Branca. Em 1972, os estudantes passaram se reunir na residência do compositor Luiz Cambará, dando origem a Escola Poética Castro Alves. Mas o ímpeto era ainda maior permutando o nome, logo depois, para PEC – Poetas Estudantis de Corumbá.
De repente na parte da tarde,o tempo virou. Caiu uma chuva forte e a temperatura caiu.Entrementes,os jovens Poetas não esmoreceram.Chegada a noite,com vento assoviando por entre os galhos dos Flamboyants ,lá foram para o Clube apinhado de pessoas:parentes, amigos e os neo-beletristas. Era o Dia da Tomada da Bastllha Literária, via Grupo ALEC, formado por Sonhadores, Audazes e Valentes Estudantes. Fora dada a largada para novos tempos culturais: Literatura, ao alcance de todos, independente de classe social ou conta bancária. E assim a História da Cultura Alternativa surgiu e atravessa os corredores do Tempo, deixando sua marca em livros individuais ou coletivos" Peremptóriamente, mesmo com exemplos a serem seguidos, é certo que falta muito a fazer, e só unidos: o amor, a cultura e a educação caminham. Essa é a NOSSA MENSAGEM!