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Investigado por corrupção, Claudinho Serra pede licença não remunerada por 120 dias da Câmara de Campo Grande

O vereador foi preso no dia 3 abril, por atividades que exerceu em secretaria de Sidrolândia (MS), e liberado com tornozeleira eletrônica no dia 26.

Por Midia NAS em 14/05/2024 às 23:34:42
O vereador foi preso no dia 3 abril, por atividades que exerceu em secretaria de Sidrolândia (MS), e liberado com tornozeleira eletrônica no dia 26. Antes de requerer a licença, Claudinho já havia apresentado atestado por "motivos psicológicos". Vereador de Campo Grande, Claudinho Serra

Divulgação

Após ficar 23 dias preso e ser investigado por corrupção, o vereador de Campo Grande, Claudinho Serra (PSDB), ficará mais 120 afastados da Câmara Municipal. Ele solicitou o direito à "licença para tratar de interesse particular", sem remuneração.

No requerimento enviado à Casa de Leis, Claudinho afirmou que precisa continuar com seu tratamento de saúde, além de preservar sua dignidade e integridade, e o bem-estar da família.

O vereador deveria ter voltado ao trabalho no dia 30 de abril, mas apresentou atestado médico por "motivos psicológicos".

Claudinho foi liberado pela Justiça no dia 26 de abril, mediante uso de tornozeleira eletrônica.

Rombo de R$ 15 milhões e prisão

Claudinho foi preso em operação que apura o envolvimento do político em esquema de corrupção na prefeitura de Sidrolândia (MS). A investigação identificou o rombo de R$ 15 milhões aos cofres públicos, à época que o político era secretário na prefeitura de Sidrolândia.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) e do Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC), prendeu Claudinho no dia 3 de abril.

O parlamentar atuou entre abril a dezembro de 2021 como diretor-presidente da Fundação Municipal de Esportes (Funesp) de Campo Grande. Depois, assumiu a Secretaria Municipal de Fazenda, Tributação e Gestão Estratégica de Sidrolândia. Claudinho Serra é genro da prefeita do município, Vanda Camilo (PP).

Segundo o Ministério Público, essa nova fase da Tromper confirmou a existência de uma organização criminosa voltada a fraudes em licitações e contratos administrativos com a Prefeitura Municipal de Sidrolândia, bem como o pagamento de propina a agentes públicos municipais.

Ainda segundo a investigação, foi identificada uma nova ramificação da organização criminosa, atuante no ramo de engenharia e pavimentação asfáltica. Até o momento foi identificado rombo de R$ 15 milhões aos cofres públicos.

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Tags:   Polícia
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